Itaú responde notificação do Criança e Consumo

Lembra do comercial do Itaú em que um menino de aproximadamente sete anos narrava as suas conquistas materiais? No filme publicitário, o ator mirim diz: “Galera, eu cheguei lá. Olhe a minha casa... com piscina e carros”.

O Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, enviou uma notificação ao Banco Itaú S/A. Na comunicação, intitulada de “Comercial Itausão”, o Criança e Consumo avaliou a publicidade como desrespeitosa aos direitos de proteção integral da criança e apontou violações à legislação brasileira vigente.

A notificação se baseou no artigo 227, da Constituição Federal, no artigo 76, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) nos artigos 36 e 37, do Código de Defesa do Consumidor, e no artigo 3º, da Convenção das Nações Unidas.

O que o Itaú diz
Em resposta oficial, o Itaú agradeceu as considerações do Criança e Consumo, esclareceu que o comercial já está fora do ar e afirmou que a notificação provocou discussões sobre o tema na instituição. “['Comercial Itausão'] foi objeto de profunda análise e amplos debates com as agências de publicidade que nos atendem”, declarou.

De acordo com o documento, o Itaú disse que não quis induzir crianças ao consumo de produtos e serviços financeiros ou fazer com que elas associem êxito na vida à conquista de bens materiais.

Além disso, o banco se comprometeu a avaliar melhor a participação de atores mirins para os próximos comerciais. “Redobraremos a atenção na futura eventual utilização de protagonistas infantis na nossa publicidade”, pronunciou.

Leia a íntegra da resposta oficial do Banco Itaú S/A

Conheça por completo a notificação “Comercial Itausão”, do Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana

Veja o filme publicitário “Itausão