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Desconstruindo Lego; Criança e Consumo analisa bloco "cinqüentão" No dia 28 de janeiro, o setentão dinamarquês Lego Group comemorou o aniversário de 50 anos de desenvolvimento e patente do bloco Lego. Segundo a fabricante, o "tijolinho" colorido já vendeu cerca de 400 bilhões de peças no mundo e está na prateleira de mais de 130 países. O bloco criado para incentivar a imaginação, o desenvolvimento motor e o raciocínio lógico das crianças ganhou um novo irmão em 1979. Nasceu daí, o Mundo da Lego que hoje oferece dezenas de temas do "tijolinho" original. A convite do www.criancaeconsumo.org.br, a psicóloga Maria Helena Masquetti analisou o bloco e os brinquedos correlacionados da Lego. A profissional do Projeto Criança e Consumo dividiu a sua avaliação em três partes: consumismo, psique infantil e indicação de uso. Consumismo infantil "Quando a Lego começa a oferecer variações de temas, cria uma motivação para a compra. As crianças vêem esses brinquedos como acessíveis e, por conta disso, não entendem que deve haver limites e o costumeiro: "Eu quero esse, quero aquele e aquele outro também" aparece. Dessa forma, o consumismo infantil é estimulado porque a criançada pode desejar a coleção completa. "Se lembramos que as crianças medem a sua superioridade ou inferioridade pelo número de objetos que possuem, concluiremos que, além do consumismo, a diversidade de temas pode conduzi-las à competição não sadia." Psique infantil "Os blocos da Lego permitem que as crianças construam os seus próprios brinquedos. E, para elas, essa é a senha de integração que possibilita a elaboração de questões relacionadas ao seu mundo e a reprodução de cenários com os quais se identifiquem. Por exemplo, se o pai da criança é médico, ela pode utilizar as peças da Lego para construir uma clínica médica. E, nesse brincar, as possíveis ansiedades em relação ao seu futuro profissional serão acalmadas. "Não que a criança saiba que está ansiosa, ela apenas sente um impulso para resolver algo que lhe está mobilizando. O ato de brincar auxilia nisso pois a criança elabora conflitos e aprende brincando." Indicação de uso "Construir brinquedos é bom porque permite que as crianças expressem sua própria vontade, evitando a passividade. Isto é, elas aprendem a não aceitar propostas prontas para brincar. "Entre os brinquedos disponíveis no mercado, os baldes com blocos da Lego estão entre as melhores opções. Isto porque o ato de criar é valorizado, as peças não se restringem a um encaixe esperado e não há sugestões que direcionem a construção de objetos. "Além disso, o uso é positivo para crianças que necessitem exercitar a coordenação motora e alguma questão de identificação. Psicologicamente falando, através do que ela construir, podemos localizar onde está o foco de sua atenção e identificar as possíveis questões que lhe incomodam." Site oficial da Lego (Em inglês) www.lego.com |